Um espaço de reflexão política que permita o debate das ideias

03
Ago 08

Não se trata de comparar cartazes, apesar das mensagens que cada partido inscreve nas campanhas sejam pequenas sínteses do sentido ou da filosofia que o anima.

Não se trata de comparar aparências ou mesmo as idades e o sexo dos candidatos, apesar do peso político dos jovens, das mulheres e se quisermos até o modo como se apresentam ao eleitorado sejam traços a considerar.

Também não vale a pena medir a intensidade da voz com que cada candidato ou dirigente apresenta o seu discurso.

O importante para encontrar as diferenças está no conteúdo das mensagens e não só. Porque programas escritos até pode, aparentemente, parecer semelhantes. As diferenças medem-se através de outros indicadores: a coerência, entre discursos, entre teoria e prática, entre o hoje e o ontem; a experiência vivida e praticada; os resultados obtidos de medidas referenciadas em outros contextos de acção e sobretudo os princípios/valores inerentes às medidas apresentadas, que indiciam um determinado modelo de sociedade, o mesmo é dizer, um determinado tipo de relações.

Quando um político refere que vai fazer política de proximidade, o que entende por isso? Irá receber pessoalmente todos os que necessitarem de apoio e remeter para uma promessa paternalista: fique descansada que tudo se vai resolver! Ou será um mediador entre entidades, serviços e fará desse pedido individual o princípio de uma nova ligação entre actores que podem trazer uma resposta a essa pessoa, mas que sobretudo rentabilizam competências já existentes, mas nem sempre interligadas?

Escolher entre vários projectos políticos/partidos implica saber o que realmente consideramos como a chave da mudança! Porque há sempre quem seja profeta de uma esperança sem nada nos exigir e quem nos alerte para a nossa quota parte de responsabilidade. Uns dizem, eu faço, comigo será tudo diferente! Outros, respondem, podes contar com a minha colaboração, mas é importante que te envolvas e queiras participar na mudança.

Encontrar as diferenças entre receber ou participar; entre idolatrar ou acreditar; entre reproduzir ou criar, é um exercício exigente mas necessário quando se tem de fazer escolhas políticas.

publicado por sentirailha às 19:30
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