Um espaço de reflexão política que permita o debate das ideias

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Ago 09

É nas eleições autarquicas que os cidadãos têm a melhor oportunidade de intervir na política activa, assumindo um lugar nas listas para as assembleias de freguesia ou municipal ou para o executivo camarário. Mais do que representantes do povo, são legítimos porta-vozes das suas comunidades de residência ou pertença. Conhecem os problemas que afligem a sua freguesia, as famílias que sempre residiram na comunidade. São elementos importantes nas associações locais, nas organizações de festas ou na paróquia. Têm por hábito conversar no café e estão normalemente a par do que vai acontecendo na comunidade.

É por ventura na cidade que o presidente de Junta é visto sobretudo como um agente burocrata e menos como um mediador dos problemas. Mas também aí, importa assumir uma responsabilidade cívica, questionando o modo como se gere a cidade e em alguns casos se empurra os problemas mais graves para a periferia.

Ser candidato numa eleição, particularmente nas autárquicas, é execer uma cidadania activa, responsável e, sobretudo, prestar um serviço à comunidade a que se pertence.

Quem por ventura procura protagonismo, visibilidade pública, aceitando para isso ser membro de um orgão do poder local, corrompe o sentido mais nobre da política, servir a comunidade.

Nas próximas autárquicas, será fácil confirmar quem aceita servir e quem quer continuar a servir-se de um lugar público para benefício próprio ou encher de benesses os amigos.

A política é uma actividade nobre, mas a sua nobreza depende do carácter dos actores que a protagonizam.

publicado por sentirailha às 23:43

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