Um espaço de reflexão política que permita o debate das ideias

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Set 08

Em tempo de eleições, são frequentes as análises à composição das listas, seja por via do género, da idade, das habilitações ou até dos concelhos de origem dos candidatos.

A presença de mulheres nas listas, em lugares elegíveis, é sem dúvida um indicador importante da abertura dos partidos a valores de modernidade, ao princípio da igualdade de género. Não é apenas uma questão estatística, mas o reconhecimento das competências que mulheres e homens possuem, mas que a sociedade do passado, não via com bons olhos, no caso das mulheres em domínios como a política, a gestão e outros cargos de poder.

Essa parece ser ainda a mentalidade que orienta o PSD. Na lista de S.Miguel, apenas uma mulher surge nos lugares elegíveis. Uma mulher que encabeçando a lista, ocupa no activo um lugar de poder, e que por isso não podendo acumular já pré-anunciou que não irá assumir o cargo de deputada. É caso para dizer que vem embelezar o ramalhete, de forma que em nada dignifica a participação das mulheres numa lista de candidatos.

A lista de S.Miguel prova como o PSD é um partido conservador, que não foi capaz de se renovar nos últimos anos nem criar espaço no debate político para jovens, mulheres. Não é a idade ou o género que contam em si, mas o facto de poderem configurar sensibilidades diferentes e são prova da pluralidade que enriquece a actividade política.

Por oposição, as listas do Partido Socialista, em particular a de S.Miguel é mais plural, congrega pessoas qualificadas oriundas de várias áreas de influência, indicador claro da capacidade de abertura que este partido revela aos valores da modernidade. Sem se descaracterizar, reconhece a importância dos contributos de todos.

 

publicado por sentirailha às 16:38

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